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As 5 prioridades para gestores de RH em 2022

Quase 60% dos líderes de RH afirmam que desenvolver habilidades críticas é sua principal prioridade para 2022. 

 

Descubra outras tendências importantes de RH para as quais se preparar.

 

Como o final de 2021 se aproxima, agora é a hora de empregadores e profissionais de RH começarem a se preparar para o ano que se inicia e alinhar suas metas internas com tendências de RH que estão surgindo.

 

Uma pesquisa recém publicada pela consultoria Gartner revelou as prioridades dos líderes de RH para 2022.

 

A pesquisa com mais de 500 líderes de RH de vários setores em todo o mundo demonstra como certas tendências de RH podem se manifestar no novo ano. 

 

Embora as descobertas estejam de acordo com tendências semelhantes de pesquisas anteriores, Arj Bagga, Diretor de Consultoria de RH da Gartner, diz que os impulsionadores das prioridades do RH mudaram à luz do COVID-19.

 

Tendência de RH 1. Construir habilidades críticas

 

Priorizar esforços para melhorar a força de trabalho tem sido uma prática comum por vários anos, mas essa tendência foi potencializada pela pandemia.

 

Segundo Bagga, o que mudou é a urgência em torno da construção de habilidades específicas e necessárias ao contexto de trabalho. 

 

A necessidade das empresas impulsionarem sua abordagem em educação corporativa  – e em muitos casos realizar a transição para um modelo digital – acelerou também o foco nas habilidades digitais e soft skills

 

A análise de Bagga ainda aponta um dado relevante: 

 

“No planejamento de três a cinco anos, muitas organizações perceberam que as habilidades de que precisarão não se encaixam bem nas funções atuais que possuem.”

 

Exatamente por isso, as organizações estão criando novas funções para lidar com esse problema. Contudo, esta mudança não é somente de cargos e funções, mas de mentalidade.

 

Contribuir com a qualificação, treinamento e desenvolvimento dos colaboradores, não é apenas desenvolver novas habilidades em áreas de crescimento, mas identificar as habilidades atuais que podem ser redundantes nos próximos anos.

 

Habilidades que podem ser consideradas desnecessárias são aquelas baseadas em transações, repetitivas ou operacionais – ou seja, aquelas prontas para automação.

 

Tendência de RH 2: Modelo organizacional e de gestão 

 

Criando uma experiência de mudança positiva

 

54% dos líderes de RH relataram que seus funcionários estão exaustos com pequenas mudanças de gestão.

 

A análise da Gartner descobriu que pequenas mudanças do dia a dia – diferentes colegas de equipe, um novo gerente, pequenos processos ou mudanças no sistema – são  2,5x  mais fatigantes para os funcionários do que grandes mudanças transformacionais.

 

Para ajudar os funcionários a absorver as mudanças, o RH deve construir um clima de confiança entre os colaboradores, seus gerentes, seus colegas de equipe e seus líderes. 

 

Colaboradores com alto nível de confiança na organização têm 2,6x mais chances de mudanças. Em segundo lugar, o RH deve ajudar a construir a coesão das equipes. Equipes que trabalham bem juntas, que se ouvem e se preocupam, possuem colaboradores com quase duas vezes a capacidade de absorver mudanças em comparação com aqueles que trabalham em equipes não coesas. 

 

É fácil resistir às mudanças no local de trabalho – seja na composição das equipes, em um processo específico ou no tipo de trabalho.

 

Mesmo que seja provável que a mudança aumente a produtividade ou fortaleça o desempenho da organização, a mudança pode significar navegar em águas desconhecidas, o que pode ser uma experiência desconfortável, exaustiva e provoca ansiedade em muitos casos..

 

É importante, então, que as organizações encontrem maneiras de fazer mudanças que não sejam  exaustivas.

 

A chave para fazer isso está na construção da resiliência dos colaboradores. Observa-se, aqui, outra mudança essencial:  o papel de um gestor ou líder deve evoluir de apenas impulsionar a produtividade e o desempenho, para assumir uma postura mais ativa no apoio à saúde mental de seus funcionários.

 

Tendência de RH 3: Transformações  nas lideranças (atuais e futuras)

 

Os gestores que lideram com empatia desenvolvem altos níveis de confiança entre seus funcionários, criam uma cultura de transparência e aceitação em suas equipes e priorizam as pessoas em relação aos processos.

 

Eles também contextualizam o desempenho e o comportamento – fazendo perguntas de forma proativa e buscando informações para entender melhor as especificidades dos contextos de seus subordinados.

 

A análise da Gartner mostra que os líderes que exibem altos níveis de empatia têm 3x  mais impacto no desempenho de seus funcionários do que aqueles que exibem baixos níveis de empatia.

 

Construir uma força de trabalho mais resiliente requer que gestores que liderem com empatia.

 

As organizações precisam levar em consideração as habilidades emocionais (soft skills) e pessoais ao promover funcionários para cargos gerenciais.

 

A pesquisa do Gartner descobriu que 45% dos líderes de RH apontam o desenvolvimento de líderes como sua principal prioridade para 2022.

 

Veja aqui: 8 características de um chefe inspirador

 

Tendência 4 de RH: Planejamento para o Futuro 

 

42% dos líderes de RH apontaram o planejamento para o futuro do trabalho como sua principal prioridade para 2022.

 

Conforme a Gartner, uma das coisas que os líderes de RH precisam começar a fazer como parte de seu pensamento estratégico é o planejamento de cenários.

 

Isso envolve avaliar e reavaliar os dados, procurando tendências que possam impactar a continuidade dos negócios e criar planos de contingência em torno desses cenários, em vez de apenas uma estratégia fixa. 

 

As organizações precisam permanecer adaptáveis ​​e dispostas a alterar planos em curto prazo em resposta a mudanças internas ou externas.

 

Depois de criar uma estratégia, esteja disposto a flexibilizá-la conforme as circunstâncias em mudança surgirem, em vez de se fixar naquele plano ou estratégia. 

 

Depois de avaliar o futuro e as tendências de trabalho em termos de relevância, impacto e oportunidade, o RH pode se associar a outros líderes executivos para criar um futuro holístico de estratégia de trabalho. 

 

Veja aqui: RH Ágil: o que é e como implementar?

 

Os líderes devem analisar o impacto de vários cenários potenciais para identificar e se preparar para mudanças tecnológicas, sociais e trabalhistas que podem mudar significativamente as necessidades de talentos.

 

Veja aqui:Habilidades de liderança: como estimular essa soft skill nos gestores de equipe?

 

Tendência 5 de RH: Diversidade, equidade e inclusão

 

Movimentos de mudança social, como os movimentos #MeToo e Black Lives Matter, ocuparam posições de destaque no discurso público nos últimos anos.

 

O contexto social que estamos vivendo é uma das razões pelas quais a diversidade, a equidade e a inclusão são agora uma prioridade maior para os líderes de RH, com 25% afirmando que será seu foco principal para 2022.

 

Os candidatos a uma vaga hoje querem saber a posição de uma organização a respeito da diversidade e da inclusão antes de optarem por entrar em uma organização. O mesmo acontece frequentemente com fornecedores e consumidores.

 

Tornou-se uma área de vantagem competitiva, mas também de diferenciação no mercado de trabalho. Diversidade, equidade e inclusão agora são vistas como uma estratégia para garantir que o negócio tenha um desempenho melhor e para garantir que eles tenham acesso aos melhores talentos 

 

Cinco a dez anos atrás, as organizações raramente assumiam uma posição pública sobre questões de justiça social.

 

Mas hoje em dia, estamos vendo muitas empresas assumirem posições bastante firmes … Essa é uma tendência importante, pois ela atua nas prioridades dos líderes de RH a fim de garantir que estejamos dando o nosso melhor. 

 

Quais serão suas principais áreas de foco como líder de RH para 2022? 

 

Suas prioridades estão alinhadas com as descobertas do relatório do Gartner? 

 

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