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Engajamento em ambiente de trabalho: sua gestão converge ou diverge?

A expectativa de qualquer empreendedor é ver o negócio crescendo, e mais, destacando-se. Para uma empresa recém chegada no mercado, essa expectativa é maior ainda.

De fato o crescimento é, e precisa ser, uma preocupação constante para todos os negócios. Todavia, é preciso antes disso, lembrar das peças chave para este crescimento, aquilo que projeta ideias, executa demandas, e que faz tudo acontecer. 

Sim, aqui estamos falando de gente, de pessoas, dos colaboradores de uma empresa.

Quando falamos de gente, precisamos levar em consideração que existem intermináveis influências pessoais, profissionais, intelectuais e sociais sobre seus comportamentos, e tudo isso é levado à qualquer ambiente ou situação que ela esteja inserida. Inclusive, e principalmente, o ambiente de trabalho.

Todo negócio depende de profissionais motivados e dispostos a manter seu produto ou serviços em boa qualidade e alto padrão.

Colaboradores/funcionários não são robôs, e os gestores que já se deram conta disso e de todos os outros fatores que envolvem a motivação das pessoas, costumam alcançar resultados bem mais significativos.

O que comprova isto é um estudo realizado pela EF Education First em parceria com a Longitude em 2018: empresas que investem em colaboradores têm 74% mais engajamento.

O que é engajamento:

O engajamento consiste em um participação ativa em processos e compartilhamento de ideias, e é ele que torna possível dar continuidade ao propósito de um negócio, certo? E para participar de algo ativamente, precisamos nos sentir parte daquilo.

Crie condições adequadas no ambiente de trabalho para que as pessoas deem o melhor de sí.

Separamos duas situações para explicar a diferença entre uma gestão que diverge e uma gestão que converge, e como isso impacta no engajamento dos colaboradores no ambiente de trabalho.

Quando a liderança diverge:

Para começar, precisamos estar cientes que vivemos em um cenário constantemente disruptivo, ou seja, tudo muda o tempo inteiro. De fato, conforme novas maneiras de executar coisas surgem, é preciso adaptar-se a isso e aprender cada vez mais. Isso significa que a demanda por conhecimento é cada vez maior.

Porém, esse fator só pode se tornar um problema quando a gestão se encontra mal posicionada.

Uma pesquisa da Harvard Business Review prevê que 4 em cada 10 funcionários se sentem desengajados por conta da ansiedade que surge quando é necessário aprender novos processos de trabalho. Então veja: se tudo muda o tempo todo, novos processos de trabalho existem a cada instante.

Pois bem, o descomprometimento dos colaboradores está diretamente ligado à alguns fatores principais, além deste indicado pela Harvard Business Review. Vamos a eles:

  • Antipatia pelos colegas de trabalho: uma equipe desunida pode desencadear muitos problemas de comprometimento;
  • Pessoas engajadas de maneira individual: uma das consequências da desunião. Profissionais comprometidos apenas com seus próprios objetivos, demandas e crescimento, irão afetar a coletividade e os resultados de um time como um todo;
  • Não possui objetivos mútuos bem definidos: ou não deixa-os transparentes às equipes. Deixar claros quais as metas da empresa para todos os indivíduos que farão parte daquilo é fundamental, e ajudará a evitar que eles se comprometam apenas com seus próprios objetivos. Mas aqui é importante ressaltar que essas metas precisam ser objetivas e alcançáveis, não queria colocar “gordurinhas” que as tornem impossível ou assustadoras demais.
  • Pressão excessiva: muitas demandas, prazo curto, medo da demissão, ansiedade, entre outros fatores que impactam negativamente a saúde mental do profissional precisam de atenção. Segundo a Associação Nacional da Medicina do Trabalho, 30% dos brasileiros já sofrem com a Síndrome de Burnout (distúrbio emocional ligado ao esgotamento profissional extremo).

Quando a liderança converge:

Para compreender o que é uma liderança que converge, é importante estar familiarizado com a ideia de crescimento convergente. Convergir é a harmonia e o alinhamento que todas as partes de um processo possuem quando caminham em direção a um objetivo final.

No caso de um negócio, é quando empresa e pessoas estão ligadas ao mesmo propósito e crescem juntas para alcançá-lo.

Pois bem, a base disso é uma boa e consolidada Cultura Organizacional. A definição de propósito, metas, missão, valores, políticas internas, comportamentos e crenças, torna todos os processos e ações de um negócio homogêneos, consequentemente, a execução será convergente.um estudo realizado pela EF Education First em parceria com a Longitude em 2018: empresas que investem em colaboradores têm 74% mais engajamento.

Vamos a alguns fatores que compreendem uma liderança que converge:

  • Liderança como exemplo: incorpore quem você deseja que seus funcionários sejam. Se você estiver em constante evolução, os demais colaboradores da equipe entenderão que você também faz aquilo que pede à eles. 
  • Dar feedbacks significativos e constitutivos: seja conciso nos feedbacks e entregue ao profissional um retorno maduro sobre sua colaboração. Além de apontar o que está certo ou errado, que tal propor ideias que possam ajudá-lo a melhorar?
  • Ouvir os funcionários: dê feedbacks, mas saiba recebê-los também. Entender seus sentimentos de forma individual é fundamental, pois por mais que façam parte de uma equipe, cada indivíduo é um ser único. O que faz bem e motivo uma pessoa, pode não funcionar da mesma maneira em outra.
  • Preocupação com a saúde mental: quando for fazer uma pesquisa de satisfação ou clima organizacional, foque também no fator psicológico da equipe. Entenda quais são os pontos que precisam de atenção, e deposite de fato atenção neles.
  • Criar boas condições de trabalho (físico, social e intelectual): uma estrutura adequada compreende a satisfação física para trabalho, uma equipe legal e capaz de compartilhar ideias é base para um bom convívio social, e investir em desenvolvimento e capacitação é fundamental para incentivar o intelectual dos colaboradores.
  • Recompensar o aprendizado: faça com que os colaboradores entendam tangivelmente ou emocionalmente como a constante evolução deles contribui para a empresa e à elas mesmas. Colaboradores que se sentem parte de uma equipe, estão 2x mais propensos a se empenharem em seu trabalho.

Como pudemos ver, o engajamento pode ser entendido por dois extremos: existem fatores que reduzem o engajamento, que são aqueles que ligados à uma gestão divergente, podendo levar o funcionário ao burnout; e fatores que conduzem o engajamento, que fazem parte do crescimento convergente, ou seja, a ideia de que o trabalho tem impacto, o suporte dos colegas, oportunidades de desenvolvimento, entre outros. O primeiro você controla, e o segundo induz.

E aí, conseguiu entender se a sua gestão diverge ou converge? 

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