
Feedback e reuniões one-on-one
Não sabe como transformar conversas em desenvolvimento real? Aplique feedback e reuniões one-on-one. Vem entender!
Como seres humanos, existe uma coisa que nós buscamos e priorizamos muito na vida: troca genuína e conexões autênticas com outras pessoas. Queremos criar laços reais, formar relações efetivas que fazem sentido e participar de interações que nos impulsionam.
Quando falamos assim, imediatamente associamos essa necessidade ao nosso dia a dia, certo? Mas, se pararmos para pensar, não existe nada mais estratégico e transformador do que levar essa mesma energia para dentro das empresas. Afinal, o ambiente corporativo é formado pelo quê? Pessoas! 😌
Só que — e aqui vem a pegadinha — construir essa conexão não é algo que acontece assim, do nada. Até porque começar conversas e mantê-las com certa frequência exige tempo e esforço.
Existe um atalho para agilizar esse processo e tornar as interações mais contínuas e naturais?
Ora, evidentemente!
A aplicação de feedbacks e a realização de reuniões one-on-one são dois dos caminhos ótimos. Bóra desbravar eles?
Feedback e reunião one-one: o que são?
Feedback é uma estratégia que recorremos para alinhar expectativas, reforçar o que está funcionando e apontar o que pode ser melhorado. Ou seja, usamos a ferramenta quando queremos ajudar o outro a crescer.
Já a reunião one-on-one é um encontro em que ocorre um bate-papo mais próximo entre líder e seu liderado. Nesse momento são discutidos desafios, progresso e até mesmo expectativas de carreira.
Qual a diferença entre feedback e reunião one-one?
Como o foco do feedback é ajudar o outro, ele costuma ser mais direto, específico e pode acontecer a qualquer momento. Você errou? Feedback. Mandou bem? Feedback também.
Já as reuniões one-on-one são mais estratégias, portanto, precisam de planejamento. Em vez de um ajuste pontual, ela traz para a mesa conversas mais profundas que contribuem para o desenvolvimento pessoal e profissional do nosso talento.
Resumindo, usamos o feedback quando queremos mudanças imediatas, enquanto que aplicamos reuniões one-on-one para construção de relacionamentos mais sólidos com nossos colaboradores.
Como colocar o feedback em prática?
Entendido a diferença entre feedback e reuniões one-on-one? Então é momento da gente ver como colocá-los em ação.
Vamos começar pelo feedback, ok? E em seguida, analisar as boas práticas para as reuniões one-one.
1- Defina o objetivo do feedback
Eu sei que você pode estar com vontade de resolver a situação na hora, mas antes de sair falando sem um plano, pense o seguinte: o que você quer alcançar com esse feedback? É para incentivar um comportamento positivo? Ajustar uma falha? Esclarecer expectativas?
Feedback sem propósito é só um comentário solto que pode gerar mais confusão. Então, sempre que for pensar em dar um feedback, comece com uma intenção clara e ajuste o tom da conversa para que a mensagem seja bem recebida pelo colaborador.
2- Escolha o momento e o ambiente certo
Pode ser que você pense que qualquer hora é uma boa hora para feedback, mas feedback é coisa séria que precisa ser tratada como tal. Então, nada de jogar um feedback importante no meio do café da manhã da equipe ou no corredor entre uma reunião e outra, hehe. 😝
Assegure que a conversa aconteça em um momento onde a pessoa esteja receptiva e tenha tempo para refletir. E claro, escolha um ambiente tranquilo que favoreça o diálogo e esteja livre de distrações. Que tal uma conversa privada por vídeo?
3- Seja específico e nada de enrolação
Quando conversamos com as pessoas, temos o costume de desviar o assunto e incluir outros tópicos no meio da conversa. Isso ocorre porque nos empolgamos ao explicar e argumentar, e a conversa vai sendo construída com base nesses desvios.
Mas se tratando de feedback, não podemos seguir esse mesmo estilo. Precisamos ser claros e objetivos no que queremos dizer e, de preferência, evitando frases genéricas como "você precisa melhorar" ou "continue assim". Isso não ajuda ninguém.
4- Torne o feedback um hábito
Se o feedback só acontece em momentos críticos, pode ser que ele vire um peso e seja difícil de absorver a tarefa e aplicar. Mas se você fizer com que se torne parte da cultura, ele vai se tornar algo mais natural com o passar do tempo.
E olha, criar esse hábito pode ser mais simples do que parece. Você pode incluir pequenas devolutivas no dia a dia, como um reconhecimento rápido em uma reunião ou um ajuste de rota durante um projeto. Não precisa ir acumulando tudo.
Agora, quanto às reuniões one-on-one…
1- Siga uma pauta
Embora pareçam simples, as one-on-ones não são só conversas aleatórias. Para que elas sejam produtivas, é importante que você tenha um roteiro com os principais pontos que serão discutidos entre o líder e o colaborador. Isso vai ajudar o gestor a manter o foco e evitar que a reunião vire bagunça.
A pauta, claro, não precisa ser engessada. Você pode incluir tópicos como desafios do funcionário, metas individuais, desenvolvimento profissional e até o bem-estar. Tudo depende da necessidade do momento.
2- Dê espaço para o colaborador falar
O maior erro que o líder pode cometer ao fazer uma one-on-one é transformar o momento em um monólogo chato sobre cobranças e resultados. Essa não é a proposta aqui. O foco precisa ser em “gerar trocas reais”, com o colaborador tendo espaço para compartilhar suas dificuldades, ideias e até preocupações.
Por isso, em vez de sair falando o tempo todo, prepare perguntas para o líder aplicar, tipo:
- "O que tem sido seu maior desafio?"
- "O que eu posso fazer para te apoiar?"
- "Como você se sente em relação ao seu crescimento aqui na empresa?"
3- Transforme a conversa em ação
Da mesma forma que o cliente espera uma ação da empresa após ela coletar um feedback, o colaborador espera que o líder tome uma ação para ajudá-lo a evoluir e seguir para o próximo passo.
Por isso, ao final de cada reunião one-on-one, converse com o líder para ele avaliar o seguinte: o que será feito daqui para frente?
Se o colaborador trouxer um desafio, instrua para que pensem juntos em soluções práticas para resolver o problema. Se ele busca desenvolvimento, para traçar um plano para alcançar esse objetivo. E mais importante: acompanhe o que foi combinado entre eles para ver se algo avançou realmente.
4- Mantenha a frequência
Como a ideia aqui é transformar conversas em desenvolvimento real, não podemos tornar as one-on-ones eventos esporádicos. Elas precisam acontecer com certa frequência para que se enraízem e se tornem um hábito.
O ideal é definir um intervalo fixo de realização das reuniões, sabe? Semanal, quinzenal ou mensal, dependendo da necessidade — e, claro, manter essa regularidade faça chuva ou faça sol! 😎
Viu como transformar conversar em desenvolvimento real é fácil com feedback e reuniões one-on-one? Se gostou desse conteúdo, aproveite para ler também: 14 perguntas para aplicar em sua reunião one-one